Telelibras é destaque na revista A Rede
22/07/2009
Cena 1 – De microfone em punho, na ilha central da Avenida Paulista, em São Paulo, o cadeirante Adelino Ozore grava uma reportagem sobre a exposição fotográfica do artista Vik Muniz, no Museu de Artes de São Paulo (Masp). A seu lado, ocupando um espaço equivalente no vídeo — e não dentro de um quadradinho mínimo no canto da tela —, o intérprete Paulo Vieira, surdo, transmite o texto em linguagem de libras. Bastidores: para esse cena ser possível, um intérprete de Libras ouvinte ficou ao lado da câmera e o repórter surdo copiou os gestos e expressões faciais dele.
Cena 2 – A matéria é sobre semáforo numérico regressivo, que as administrações públicas deveriam adotar para auxiliar pessoas com deficiência a atravessar a rua. Diante das câmeras, Paulo Vieira, surdo, faz a reportagem em linguagem de libras. A seu lado, ocupando um espaço equivalente no vídeo — e não dentro de um quadradinho mínimo no canto da tela —, Fabiano Campos, não surdo e intérprete de libras, transmite, em viva voz, para os espectadores que têm o privilégio de poder ouvir.
Essas cenas podem ser vistas no Telelibras, jornal semanal veiculado na internet desde 2007, quando foi criado com a proposta de ampliar o acesso à informação de pessoas com deficiências auditivas. Projeto da fonoaudióloga e escritora Claudia Cotes.
Leia mais acessando:
http://www.arede.inf.br/inclusao/edicao-atual/1948-gente-eficiente

