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Rede Folha recebe os finalistas do Empreendedor Social 2011
18/11/2011

A Rede Folha teve nesta quarta-feira, no auditório do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na capital paulista, seu primeiro contato com os finalistas dos prêmios Empreendedor Social e Empreendedor Social de Futuro.

Além do convite para integrar a Rede, que abrange 39 empreendedores sociais espalhados pelo Brasil e que passaram pelos critérios de avaliação realizados pela Folha de S.Paulo e pela Fundação Schwab, a cada um dos finalistas, Gisela Solymos (Cren), Cláudia Vidigal (Instituto Fazendo História), Dagmar Garroux (Casa do Zezinho), Eduardo Pacheco (Hurra!), Henrique Saraiva e Luana e Phelipe Nobre (Adaptsurf), Iraê Cardoso (Aappe), José Dias (Cepfs), Luciana Quintão (Banco de Alimentos), Valmir Vale (Musiva), foram apresentados a missão, a visão e os valores da associação criada neste ano.

Ivan Ribeiro/Folhapress
Finalistas de 2011 encontraram participantes das edições anteriores
Encontro reuniu finalistas de 2011 e das edições anteriores

O encontro, que precedeu a cerimônia de entrega dos prêmios, foi aberto pela editora de Suplementos da Folha e do Prêmio Empreendedor Social, Patrícia Trudes Veiga, que reforçou os objetivos do jornal ao realizar a premiação e ao levá-la a seus leitores.

Também foi exibido às nove entidades finalistas os números da atuação da Rede, que hoje abrange 500 mil beneficiários diretos e 1,8 milhão de beneficiários indiretos, atuante em 1.200 municípios, em todos os Estados do Brasil.

A Rede esteve representada na reunião pelos empreendedores Roberto Kikawa (Cies), Claudio Padua (Ipê), Cláudia Cotes (Vez da Voz), Fábio Bibancos (Turma do Bem), Lina Useche e Luisa Bonin (Aliança Empreendedora), Ricardo Cardim (Amigo das Árvores), Berenice Kikuche (Anemia Falciforme), Beth Vargas (Centro Ruth Cardoso),

Durante o encontro, que juntou 45 pessoas e contou ainda com parceiros da Folha na realização do prêmio, como Estela Reicher (escritório Figueiredo Lopes Golfieri Reicher Storto Advogados), Camila Figueiredo (Neurônio+Sator) e Talita Mochiute (P&B Comunicação), também foram discutidos os trabalhos em que a Rede Folha está envolvida, como a participação na ONG Brasil em dezembro, a realização do fórum de empreendedorismo social e de uma série de documentários, além da realização de um evento de grande impacto na capital paulista, em 2012.

Cada finalista teve a oportunidade de se apresentar e contar sobre seu trabalho. No transcorrer de três horas e meia, o que se viu foi um rico debate de ideias, empreendedores querendo saber mais uns dos outros e se encantando pelos trabalhos realizado. além de vislumbrarem possibilidades de futuras parceiras que certamente virão, quase que naturalmente, como numa verdadeira rede!

"Se todas as ONGs pararem por uma semana, o Brasil quebra", explicou a tia Dag, como é conhecida a líder da Casa do Zezinho, que atende hoje a 1.500 crianças e trabalha o resgate de comunidade inteiras inseridas em ambientes violentos.

"É preciso regastar os valores na sociedade, seja com esporte ou outra ferramenta, isso nos move", resumiu Eduardo Pacheco, da ONG Hurra!, hoje trabalha com o rúgbi em 20 CEUs (Centro Educacional Unificado) em São Paulo.

"A gente luta contra o mesmo bicho, que é o da falta de história, de quem olhe a história dos excluídos. É preciso criar políticas públicas e criar ambiente de educar. Tenho o sonho de consumo de fazer projetos juntos, de potencializar ações", argumentou Gisela Solymos, do Cren (Centro de Recuperação e Educação Nutricional), que hoje atua em regiões de periferia de São Paulo, em Maceió e tem replicado sua metodologia para fora do país, contra a desnutrição e de olho na educação familiar.

"É muito legal isso aqui, e nós queremos apenas que todos, em especial quem tem algum tipo de deficiência, tenham acesso às mesmas coisas, que sintam o prazer de ir à praia", explicou Luana Nobre, que, ao lado do marido, Phelipe, e de Henrique Saraiva, apresentou a Adaptasurf, que atua no Rio e com o conceito de praia acessível.

"Empreendedora social, quero colocar isso como profissão. Tenho empresa social. A gente tem isso de construir isso, do coletivo. Precisamos chegar mais, dar mais valor ao nosso papel na sociedade, para que crianças cresçam e possam ter isso na cabeça: 'Eu quero ser empreendedora social'", disse Iraê Cardoso, da Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais, que atua em Maceió e atende pessoas com múltiplas deficiências.

"Temos que sair do papel de assistência técnica para o de assessoria, de criar conceitos", disse José Dias, do Centro de Educação Popular e Formação Social, que trabalha na Paraíba, com enfoque na problemática rural.

"Hoje o Brasil é um país muito rico e com muitos pobres. E eu quero mudar esse cenário", explicou Luciana Quintão, líder da Banco de Alimentos, que já impediu que fossem parar no lixo 4 milhões de toneladas de alimentos, que foram aproveitados em prol de quem precisa.

"Isso aqui não é competição. Não me sinto numa competição. E todos aqui são dignos de terem seus projetos patrocinados", afirmou Valmir Vale, da Musiva, que atua em áreas de altos índices de violência, tentando mudar a vida das pessoas a partir da arte em mosaicos.

FONTE: Folha

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