02/09/2010
Ao descobrir a barreira imposta pelos meios de comunicação em massa aos surdos – que não conseguiam entender o que se passava num telejornal, mesmo com auxílio de legendas – a fonoaudióloga Cláudia Cotes, criadora da ONG Vez da Voz, decidiu dar vida a um projeto inovador: o Telelibras, telejornal veiculado na internet, feito por apresentadores com e sem deficiência, com áudio descrição e um intérprete de Libras. Sua longa experiência com treinamento para repórteres de TV e o convívio com um irmão com síndrome de Down – já falecido – foram elementos que lhe deram força para seguir adiante com o projeto que hoje promove a inclusão pessoas com deficiência – Down, cegos, surdos e cadeirantes – ao mundo da comunicação. O Telelibras é hoje produzido por uma equipe pluralista – profissionais com e sem deficiência – e multidisciplinar – participam do projeto jornalistas, fonoaudiólogos, pedagogos, psicólogos, intérpretes. O trabalho dessa equipe pode ser conferido nos mais de 150 vídeos semanais já produzidos nos dois anos de existência do programa e podem ser baixados gratuitamente no site do projeto. Com esse projeto, Cláudia conseguiu criar uma solução para milhões de brasileiros que, devido a alguma deficiência, são mantidos à margem dos principais meios de comunicação do país. Para ela, esse é apenas um primeiro passo em direção à uma sociedade mais inclusiva, e considera que a programação aberta precisa mudar o padrão comunicacional vigente para incluir uma parcela significativa da população. “Toda pessoa, todo cidadão brasileiro tem direito a informação, então o surdo – que se a gente for contabilizar, somam 6 milhões com algum tipo de deficiência no país – são excluídos da mídia”, conta.
Fonte: Uno Marketing
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http://www.unomarketing.com.br/entrevistas/detalhe.aspx?Comunicação-inclusiva&id=17

