Elisângelo – da Vez da Voz explica como devemos contar histórias pra crianças com deficiência.



Primeiramente, proponho para a mesa de debates onde façamos uma análise do universo das crianças com deficiência, tomando como ponto de partida a forma com que a criança se relaciona com o mundo, como acontece o seu aprendizado e como surgem as percepções de elementos lúdicos.

Eu, como contador de histórias, não faço nenhum tipo de adaptação na história, suprimindo palavras como 'ver', 'vermelho', 'amarelo' e outras, pois através de conceitos visuais devidamente explicados e relacionados, a criança assimila a história .

A criança com deficiência tem e deve ser tratada como qualquer criança, ou seja, as histórias que contamos têm que ser relacionadas com a sua faixa etária, contexto em que vive e todos os temas relacionados à infância.

Essa abordagem na conotação de história tem por objetivo estimular a criatividade, o poder imagético e a interação da criança com a comunidade, desenvolvendo repertórios, pois a criança se torna uma multiplicadora da história e uma participante ativa no seu grupo de amigos e colegas da escola.

O modo que desenvolvo a história é de forma narrativa descritiva, me preocupando com a linguagem.

Criança é criança , o papel do contador de história é lhes dar de presente as palavras para que elas possam compor histórias também.

Elisângelo Souza dos Santos (pessoa com deficiência visual)



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